A CRISTINA

CRISTINA, 29 Junho, 2018

Às vezes gosto de fazer balanços dos meus projectos. Perceber se me apaixonam, o que posso fazer para desenvolvê-los, de que forma posso inovar e o que inventar. Quando decidi aceitar ter uma revista em nome próprio sabia das dificuldades do mercado, aliás, muitos me chamaram maluca, adivinhando uma caminhada cheia de obstáculos. Chegados aqui devo confessar que, hoje em dia, este é o meu projecto do coração, o que me tem dado mais alegrias, o maior sentimento de realização e crescimento. A cada edição fechada, a cada entrevista conseguida, festejo como se me tivesse saído o Euromilhões. E esse entusiasmo é partilhado com uma equipa que, acima de tudo, está de alma e coração comigo. Há pessoas a quem nunca vou conseguir agradecer. Recebo em cada trabalho que fazemos mensagens a elogiar os profissionais da revista, alguns dizendo que nunca se sentiram tão bem tratados, e isso, deixa-me verdadeiramente orgulhosa. Quando assumi sozinha e criei a minha própria editora disse-lhes que a única coisa que me interessava era pagar-lhes no final do mês e sentirmos que estávamos a fazer um bom trabalho. Não devo um tostão a ninguém (infelizmente no meio há muitos jornalistas sem receber há meses) e são cada vez mais as pessoas que falam da qualidade da revista. E alguns desses elogios vêm de pessoas que trabalham na imprensa desde sempre. Quando um Joaquim Letria nos diz que não há projecto semelhante em Portugal e que o trabalho que faço é de extrema qualidade, é sinal que vamos no bom caminho. Mas nem tudo é fácil e um dia contarei os muitos obstáculos que tive e que me fariam naturalmente desistir. No entanto, tenho cada vez mais a certeza que a CRISTINA é, e será para sempre, do coração. Temos apenas três anos. Fazemos experiências e corremos riscos. Vendemos mais ou menos. Fazemos barulho sempre. Falam de nós sempre. Ajudamos a mudar mentalidades. Isso ninguém nos tira. E continuaremos. Pela confiança de muitos. Pelas marcas que nos ajudam todos os meses. Pelas pessoas que nos lêem sempre. Por quem só nos espreita às vezes. Pelos que nunca viram mas rejeitam. Mas acima de tudo, porque acreditamos. E porque acreditam em nós. A próxima sai dia 6.

 

 

 

 

 

 

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