O um

TV, 25 Julho, 2019

Porque nunca será mais um. Cada dia tem de ser único e irrepetível. Ontem, em conversa com o realizador, disse-lhe da importância de não falharmos. Porque nunca mais faremos igual. Nunca nenhum momento da nossa televisão será repetido. E por isso termos de o viver dessa forma. Com o sentimento de que, aquele instante, não se vai repetir. Nunca mais. Esse é o desafio diário do programa da Cristina. Já lá vão mais de 6 meses e, para nós, uma vida inteira. Como se esta tivesse sido sempre a nossa morada. Estamos ali por inteiro, com o nosso passado, cheios de futuro nos olhos. Um futuro que se traduz no brilho que a cada “estamos no ar” nos invade o olhar. Por algum motivo é no ar que andam as nuvens e os sonhos. Andam por ali a ver quem os consegue agarrar. E, às vezes, é só preciso acreditar. No sonho. Que comanda o programa que hoje vamos acrescentar. Não é o programa da Cristina. Chama-se ‘Prémio de Sonho’. É um concurso. E não vos sei explicar mas não são coisas diferentes. Brinco a dizer que agora passo a ter parque de diversões. Como se do lado de fora da casa me tivessem colocado o tal parque, cheio de escorregas e baloiços. Ali vou encontrar novas pessoas. Não são vizinhos. São outra coisa. São grupos de amigos, familiares, que vão invadir o tal parque com um sonho na mão. Têm jogos e perguntas à espera. Irão subir e descer no tal escorrega. Encontrarão quem os empurre no baloiço. E no fim serei eu a fechar a cancela. E sempre que se apagarem as luzes ficará a certeza de que ali esteve gente. Gente como a gente que embarca na aventura de se meter na minha vida para alegrar a deles. Não tenham dúvidas. Há nomes que não guardo. Rostos que esqueci. Mas tenho todas as pessoas da minha televisão inscritas em mim. Porque a cada um que me olha nos olhos me resta um obrigada. Por confiarem. Sem gente não há televisão.

 

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