Coração

TV, 1 Outubro, 2018

Gosto mesmo de televisão. Ponto. A que vi ontem é a televisão que gosto. Sei que o que aqui escrever vai ser usado na imprensa, talvez até retirado do contexto na tentativa de mais uma notícia que faça “barulho”. Mas não posso deixar de me manifestar. Porque gosto mesmo de televisão. Porque só quando se chega aos outros ela acontece. Há dias em que só vemos imagens. Há outros em que a televisão serve o propósito. O de contar histórias. O domingo à noite há muito que não me obrigava a “andar de um lado para o outro”. Porque nos 3 canais se faz televisão. O César Mourão é genial. De uma ideia tão simples consegue-se um programa que reúne, que é inesperado. O “Pesadelo na Cozinha” (ontem deu novela) assenta na personalidade do chef e, assim, funciona. Prende. Tem gente e estórias.  O “The Voice” ontem teve, para mim, um dos seus melhores programas. Numa edição brilhante, contaram, surpreenderam, agarraram, fizeram chorar, mostraram talento, e tiveram uma Mariza Liz. Eu adoro todos os jurados, mas a Mariza agarra no que eu agarrava, surpreende nas palavras, emociona, acrescenta. A Dona Jacinta foi o toque final. “Quando Deus quer, ninguém atrapalha”. Como uma frase tão pequena fez tanta diferença.  Fez-se televisão.

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