Sentir

CRISTINA, 20 Outubro, 2017

Hoje vinha no carro a pensar no meu livro. 

Quase todos os dias ainda há pessoas que me  aparecem com ele na mão, para uma dedicatória ou simples assinatura. E falam sobre a forma como a minha história se assemelha à deles, como uma memória os fez reviver o passado. Eu própria, às vezes, tenho saudades de o reler. Nunca mais lhe toquei. Está guardado no escritório e na prateleira das coisas realmente importantes. Porque lá estou eu, guardada para o futuro no embrulho do passado. Já o contei, foram dois meses de escrita intensa, de muitas lágrimas, de ansiedade, de autoconhecimento. Quando no Porto tive mais de 2000 pessoas à minha espera, no lançamento, mais sentido fez cada linha. A sensação que tive, na altura, era de que um livro é o que de melhor se pode deixar a um filho. No dia em que me for embora continuarei ali. Naquela que foi a minha verdadeira história. O meu sentir.

 

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