Orgulho 

CRISTINA Mag, 7 Julho, 2017

Disse-o, ontem, no Jornal das 8: “A revista CRISTINA nasceu com o propósito de, sempre que possível, provocar a discussão, fazer pensar, ouvir histórias e partilhar vida, ou vidas. Felizes ou menos felizes. As capas são, como é óbvio, o elemento visível do trabalho de toda uma equipa que constrói a revista segundo um alinhamento discutido em reuniões em que todos dão a sua opinião. Ontem, senti a felicidade de todos pelo impacto que tem esta edição de julho. Só pelo facto da partilha das imagens já ter originado milhares de reacções faz com que tenha valido a pena a ousadia, como alguns lhe chamam. Talvez seja. Tendo em conta os comentários menos felizes que foram partilhados por algumas pessoas. As capas celebram o amor e o respeito. Não impõem aceitação. Já no final da noite, recebi uma mensagem que me deixou de lágrimas nos olhos. Um jovem, dizia ter aproveitado o jornal e a conversa para falar com os pais. Ajudar nem que seja uma pessoa já faz a diferença. Tenho muito orgulho nesta revista, talvez a melhor desde que comecei. Porque é muito mais que as capas. A Iva, uma mulher que admiro e que tem tido um papel tão interventivo na procura da igualdade, fala numa entrevista emocionada do momento de mudança que vive. Sem medos. Pela filha. Da morte do pai. Dos amores. O Pedro Carvalho fala sobre a ida para o Brasil enquanto actor atrás do sonho. A Cláudia Lopes, jornalista, do filho que lhe morreu na barriga e que já tinha nome na parede do quarto. E tantos outros temas que fazem parte de nós. De todos. Está hoje nas bancas.

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Yesterday I was at the night edition of TVI News, declairing that: “CRISTINA Magazine was born with the purpose of, as long as possible, creating discussions, making people think, listening to some lifestories and sharing them. Happy or less happier lifestories”. The magazine covers are, logically, the visible final product of a team hardwork, which builds the structure of the magazine, through an alignment discussed in a considerable number of meetings, where everyone gives their opinion. Yesterday I felt happy about the impact that the magazine covers caused in many people. The fact that people shared the images in their social networks originated thousands of reactions, and made me think that my daring, as some people call it, was successful. Maybe “daring” is a good word for this case, judging by the less fortunate comments that have been shared by some people. The covers celebrate love and respect. They don’t impose any kind of acceptance. At the end of the night, I got a text message that left tears in my eyes. A young man, he said he took advantage of what was happening in the News, and talked to his parents about his situation. Helping, even if it’s just a person’s life, makes the difference to me. I’m very proud of this issue. Maybe this is the best one since I’ve started, because it’s so much more than the covers. Iva Domingues, a woman I admire and who has being played such an interventional role in seeking equality, speaks in an emotional interview, about the changes she’s going trough in her life, with no fears: her daughter, her father’s death and love. Pedro Carvalho speaks about his adventure to Brazil as an actor looking for his dream. Claudia Lopes, journalist, speaks about the son she lost in her belly, and who had already his name on the wall where his room would be. And so many other themes that are part of us. All of us. It’s in the newsstands today.

 

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