A “minha” CRISTINA

capa revista cristina ano 3 25 (2)

São 5:30h da manhã. De hoje. O dia 7, o mesmo de sempre, mas hoje diferente. Tenho acordado a esta hora, cedo de mais, todos os dias. Chegou, chegou finalmente o momento. Talvez acuse a ansiedade, ou é o sonho a despertar-me. O sonho de construir. Não tenho outros. Cresci com este defeito de fazer. “Tens noção do que vai acontecer amanhã?” A pergunta foi feita várias vezes durante o dia de ontem pelos “meus”, os que estão comigo, aconteça o que acontecer. Talvez não tenha. Sei apenas que recomeço um caminho que decidi abraçar e que me torna feliz. E num recomeço é preciso deixar alguma coisa para trás. Podiam ser muitos os convidados de capa. Mas, desta vez, tinha de ser assim. Foi o coração que decidiu. O Goucha dá-me a mão todos os dias, vê-me rir todos os dias mas, também já me viu chorar. Preciso dele. É gente do meu sangue que a vida fez questão de juntar. Há algo de mágico na nossa relação que nunca ninguém conseguirá explicar. Será assim o amor. O mesmo que me fez crescer enquanto mulher. Toda a vida falei muito falando pouco. Há talvez uma Cristina que poucos, mesmo muito poucos, conhecem. E se é para começar eu tinha de me dar. Não impus uma única barreira. O Manel perguntou o que quis sabendo também da curiosidade dos outros. O que encontra hoje na revista CRISTINA é verdade. A minha, a da Marta e a da Carla Andrino, numa conversa entre mãe e filha cheia de emoção, a da Marisa Cruz, a da Maria Inês que o público não conhece, e a de todos os outros que nos entregam a sua “vida”. Isto é o que sei fazer. Uns gostarão, outros não. Mas quem segue em frente encontra sempre o seu caminho.

capa revista cristina ano 3 25 (1)

Cristina Ferreira Manuel Luis Goucha revista numero 1