13 anos

TV, 13 Setembro, 2017

Hoje casamos os anos. 13 anos, no dia 13. Vai longe o dia em que estreámos o “Você na TV”. E parece tão perto. Ontem. Está cá tudo. A emoção de ser escolhida, o Goucha como companheiro, o estúdio, as câmaras (muitas), os nervos, a menina em mim. Não sabia o que seria, apenas que iria dar certo. Tão certo que encontrei  o companheiro de uma vida. O meu Manel é tudo. Deixa-me ser tudo. Deixa-me ser eu. E eu, com ele, é tão especial… que não se repetirá. Se há coisas inexplicáveis, o nosso amor é uma delas.  Foi a Júlia que nos juntou. Os dois são sangue. E, talvez por isso, me tenham deixado estas palavras quando fiz quarenta anos. Tinha 26 quando aqui cheguei.

Bem vinda aos “entas”

Tinha vinte e cinco anos quando a conheci, enquanto aluna do primeiro curso de televisão organizado pelo Emídio Rangel. Lembro-me de a achar parecida com a Jodie Foster na sua pele nívea e cabelos louros corridos e de logo lhe notar capacidade quando ao ser desafiada, tal como os colegas, a fazer-me uma entrevista mostrou levar trabalho de casa, permitindo-lhe rentabilizar os dez minutos concedidos para a conversa com perguntas pertinentes e certeiras. Era já o prenúncio da honestidade com que assume diariamente a arte de questionar. Não terá sido porém suficiente para não a ter desdenhado quando um dia, terminado o curso, me visitou no estúdio onde fazia ainda o “Olá Portugal” (antecessor do “Você na TV”) e me atirou: um dia vamos trabalhar juntos!”. “Olha-me esta parva, não queria mais nada!” – lembro- me de o ter verbalizado, tão cheio de mim, ao jantar com o companheiro de Vida.

Já lá vão treze anos de outra vida em comum, a que quisemos oficiar, cimentada no prazer com que a cumprimos e na confiança que temos um no outro. Há coisas que não consigo explicar, como este afecto, pasto para o riso que contagia, o olhar que cumplicia, a emoção que apazigua, mas vem desde aquele dia, o primeiro treze de Setembro de treze, tantos os que já levamos de mãos e almas dadas. E foi vê-la crescer, capaz, criativa, lúcida, nunca dando “um passo maior que a perna”, mas sabendo sempre que não há limites para o sonho. Bebi-lhe lágrimas, poucas, que nisso somos iguais, não somos de conceder muito tempo à autocomiseração, para minutos depois estar a dar-se no seu melhor. Que essa é a sua fibra, a sua assinatura. Treze anos de trabalho, muito trabalho, de caminhos inesperados, de conquistas… fizeram dela o que hoje é.

Hoje é mulher de quarenta (se tivesse que a definir num tecido seria seda, numa cor seria vermelha) no seu olhar há passados de que se orgulha, amores de que não se arrepende, asas abertas ao futuro e sempre aquele crepitante brasido que brilha e queima entre sombras, as dos submissos.

Não sei se terá apreendido alguma coisa comigo, sei eu que com ela aprendi a partilhar, tornando mísera a vaidade e a voz da fama, a iluminar o meu dia de encantos magos. Por isso agradeço ter nela um dos meus mais valiosos bens.

Parabéns Cristina! “E o que vier a seguir será ainda melhor!”.- Manuel Luís Goucha

Texto publicado no blogue Cabaret do Goucha

 

Aos 40 anos, a Cristina está melhor do que nunca. Não tive hipótese de ir à sua festa de aniversário, ontem à noite, porque participei no Festival da Língua Portuguesa Escritas do Sul, em Almodôvar, mas estive lá de coração. Sei que foi uma festa rara, um evento altamente trabalhado com o carinho que toda a equipa dela coloca em tudo o que faz. Porque a Cristina é uma mulher que suscita essa envolvência e a nossa vontade de lhe retribuir sempre o seu sorriso.

A Cristina nunca foi tímida. Sempre soube o que queria. Procurou o seu espaço e hoje é uma profissional de mão cheia naquele ginásio dos atletas de alta competição da televisão que é o day time, onde todos os dias nos colocamos à prova. Ela amadureceu ao lado desse extraordinário comunicador que é o Manuel Luís Goucha.

É uma empreendedora, um exemplo para as Mulheres. É uma mulher que arrisca. Dos projetos mais modestos aos mais ambiciosos, sabe sempre resolver cada problema. Até a sua loja de roupa, que eu vaticinei que não duraria mais de um ano, lá está há mais de uma década.

Adoro a Cristina como Mulher. É uma mãe preocupada, sempre presente, sempre atenta. Nestes 40 anos desejo-lhe, do fundo do coração, um amor arrebatador; uma paixão que a faça sentir que a vida é mais completa quando se é muito amada. Embora ela seja muito amada pelas pessoas que gostam dela. E ela tem tanta gente gostar dela.

A Cristina é um exemplo também naquela relação que mantém com o pai do seu filho. Aquela história de amor que é uma incógnita e que ela mantém com graça. Provavelmente, mostrando que é possível viver um amor diferente depois de se ter constituído uma família. Até nisso ela pode ser importante para a mudança de mentalidades.

Eu sei que a Cristina quer colocar um vestido de noiva e ir até ao altar. Eu quero estar lá nesse momento. Para lhe lembrar o quanto gosto dela.

Quando mudei para a SIC, e nos afastámos fisicamente, a nossa relação poderia ter sofrido com isso, poderia ter ficado mais fria. Não ficou. Antes pelo contrário. É mais ternurenta. Nesta fase em que estou cada vez mais maternal, não tenho qualquer dúvida em dizer que a Cristina é a minha filha. E com isto acho que digo tudo.”- Júlia Pinheiro 

Texto: Nuno Azinheira – Em exclusivo para a N-TV

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